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Podcast, Audio & Vídeo

Podcast [Pograma comentado sobre o Orgão Hammond B3 no Portal MTV]Play [The Third Man - Enrico Rava & Stefano Bollani - ECM, 2008] Leia resenha em Novidades Discográficas!Play [Vídeo do novo CD – Dave Douglas & Brass Ecstasy] Saiba mais em Novidades Discográficas!Play [Pedra Grande - Armazem Abaporu 2006] Leia resenha em Novidades Discográficas! Play [Vídeo do novo CD: Wynton Marsalis & Richard Galliano] Leia resenha em Novidades Discográficas!

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Perfil: Wynton Marsalis, a lenda viva do trompete que resgatou os valores do jazz acústico com suas várias facetas !!!

Knozz-Moe-King [Think of One, 1983]

Black Codes [Black Codes, 1985]

Linus and Lucy [Joe Cool's Blues, 1995]

Loose Duck [The Marciac Suite, 1999]

Sidewalk Blues [Mr Jelly Lord, 1999]

Spring Yaoundé [Standards & Ballads, 2008]

Where Y'all At [From the Plantation to the Penitentiary, 2007]


Aqui no Podcast MTV


Mestres da música brasileira se apresentam no Centro Cultural dos Correios no RJ

Wagner Tiso - pianista, maestro
Importantes nomes da música instrumental brasileira combinarão variados gêneros e estilos, como choro, samba, ritmos regionais, jazz e bossa nova em mais uma edição do Selo Instrumental, nos dias 26 a 29 de novembro no Centro Cultural dos Correios, na cidade do Rio de Janeiro.


Gilson Pernazetta, Wagner Tiso e seu convidado Marco Pereira, Rildo Hora, Aquarela Carioca e Gabriel Grossi, Zé da Velha, Nicolas Krassik, Carlos Malta , Zé da Velha e Silvério Pontes.

Nicolas Krassik - violinista







O Selo Instrumental é um evento que se tornou referência importante para o cenário musical da capital fluminense. Idealizado pela Associação Cultural Mundo Brasil (www.mundobrasil.org.br), com patrocínio dos Correios, o Selo Instrumental, que chega a sua 5ª edição, promove encontros inéditos entre alguns dos mais importantes instrumentistas brasileiros, nos quais anfitriões e convidados, cada um com seu estilo próprio, apresentam a diversidade musical do país.





SERVIÇO

Carlos Malta - flautista, violinistaSELO INSTRUMENTAL

Dias: 26, 27, 28 e 29 de novembro de 2009
Horário: 19h


Local: Centro Cultural dos Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Corredor Cultural
Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2253-1580


Capacidade: 200 lugares

Recomendação: 12 anos


Entrada gratuita: Retirar senhas na bilheteria uma hora antes do espetáculo.

Duo Fel apresenta canções dos Beatles no Centro Cultural SP

Duo Fel - foto: divulgação




Luiz Bueno e Fernando Melo são dois violonistas talentosos, versatéis e apresentarão canções dos Beatles na Sala Adoniram Barbosa do Centro Cultural São Paulo neste sábado, 28/11, às 21h30.

A dupla sempre recebeu propostas para gravar arramjos de musicas conhecidas. Mas sempre priorizaram a gravação de suas composições. Logo,após muita insitência de seguidores e fãs da dupla, Fernando e Luiz resolveram gravar as músicas que sempre gostaram de tocar durante os momentos de lazer.


Algumas músicas são intepretadas e outras foram arranjadas para a linguagem violonística "Norwegian Wood (1965 - Rubber Soul) foi a primeira música e o arranjo surgiu em Londres, em 1988. Nela utilizamos o efeito "frouxolão" (sexta corda totalmente frouxa no violão de nylon), privilegiando a experimentação e, desde então, tem sido incluída em nossos shows. Daí a vontade dos produtores e fãs de ouvir outras mais." , disse Luiz e Fernando


serviço:
Dia 28 de novembro
Duofel
Show: Duofel plays The Beatles
Horário: 21h30
Sala Adoniran Barbosa
631 lugares
Livre
Grátis
Aprox. 90 minutos
Retirar ingressos: De terça a sexta-feira, dia 24 a 27das 14h às 21h e no dia 28 das 14 até o início do show, se houver ingressos


Armandinho X Stanley Jordan: conversa de guitarristas no Bourbon Street


No palco do Bourbon Street um encontro de grandes guitarristas e a união de diferentes estilos e técnicas musicais : Armandinho e Stanley Jordan se apresentam juntos nesta quarta-feira, 25/11, às 22h30.

Stanley Jordan


Aclamado como um dos guitarristas que fizeram grandes contribuições técnicas e musicais para o instrumento, Stanley Jordan já se consolidou no hall dos músicos mais significativos de sua área.



O guitarrista fez seguidas apresentações com uma banda formada por: Ivan "Mamão" Conti na bateria, integrante do lendário grupo Azymuth, e o talentoso baixista mineiro Dudu Lima no baixo acústico, elétrico de 4, 5 e 6 cordas e fretless, onde alcançou um entrosamento e uma química quase mágicas ao interpretar clássicos da música brasileira e da bossa nova, além dos standards do jazz e músicas próprias.

Armandinho

Em 2009, Armandinho está completando 45 anos dedicados à música instrumental brasileira. Foi em 1964, com 10 anos de idade, que ele deu seus primeiros passos musicais, puxando o Trio Elétrico mirim que seu pai, Osmar, inventor do trio elétrico juntamente com Dodô, fez especialmente para ele.



No momento, Armandinho está se preparando para lançar o CD e DVD “Pop Choro” pelo Brasil e pelo mundo, e com o projeto “Armandinho – Afro Sinfônico” projeto que está em estúdio, gravando clássicos com sua Guitarra Baiana, e conta com as participações de blocos afros de Salvador e Orquestra Sinfônica. Também acaba de lançar pela gravadora Biscoito Fino o CD AfroBossaNova.

Serviço:


Dia: 25 de novembro de 2009 (quarta-feira)
Horário: 22h30
Couv. Art: Até dia 19/11 - R$ 60,00
Depois - R$ 70,00
Local: Bourbon Street Music Club - Rua dos Chanés, 127 – Moema
Informações e reservas: 5095 61 00


UAKITI: uma viagem fantástica pelo universo dos sons no Centro Cultural SP

Uakiti - foto: divulgação


Paulo Sérgio dos Santos, Artur Andrés Ribeiro. Décio Ramos e Marco Antônio Guimarães, que assina a direção musical e é responsável pela criação e confecção dos instrumentos estarão neste sábado, às 21h30, no Centro Cultural São Paulo, aprensentando um som diferente, com elementos tão comuns do nosso dia-a-dia, como: Tubos de PVC, metais, cabaças, vasos de barro.



O som mágico do grupo UAKTI já encantaram artistas de peso como Milton Nascimento, The Manhattan Transfer e o compositor norte-americano Philip Glass, diretor do selo POINT-MUSIC onde resultou em uma feliz parceria: foram lançados três álbuns do UAKTI por essa gravadora, assim como a realização da trilha musical do espetáculo "7 ou 8 Peças para um Balé", num trabalho em conjunto do UAKTI, Philip Glass e Grupo Corpo.



Dentre as diversas premiações recebidas pelo UAKTI, destacam-se o prêmio Ministério da Cultura 96, como o melhor Grupo de Música Instrumental Brasileira, e o Prêmio Santista 97, pela inovação na Música Popular Brasileira.




Serviço:
Grupo UAKITI
Dia 21 de novembro
Grupo Uakti
Sala Adoniran Barbosa
Horário: 21h30
Livre
Grátis
Aprox. 85 minutos

Os ingressos serão distribuídos antecipadamente a partir de 17 de novembro até o dia 20 das 14 às 21 e no dia do show das 14 horas até o início do show, se ainda tiver

Peter Bröztamann & Milford Graves - Haus der Berliner Festspiele Berlin, Germany, 02/11/2002

Mais uma gravação bootleg para os apreciadores de free jazz que visitam o Farofa Moderna. Esta gravação foi realizada no DAT, na apresentação do festival de Berlin em 2002, onde um dos mais importantes nomes da Free Improvisation européia, o saxofonista alemão Peter Brötzmann, se encontra com um dos mais importantes percussionistas do Free jazz norte-americano, o diferenciado Milford Graves. Todas as faixas foram compostas no momento da performance, sem nada pré-combinado: como costuma ser uma sessão de improvisação livre.



download


Clique nas tags abaixo, "Peter Bröztmann" e "Milford Graves, para acessar outras gravações e resenhas sobre esses músicos!


Torcuato Mariano apresenta a sua musicalidade na Cidade Maravilhosa


Nesta quinta, 19/11, às 22h00,o guitarrista Torquato Mariano apresentará o melhor de seu repertório autoral no Espaço Rio Carioca. O músico será acompanhado por: Renato Fonseca (teclados), André Vasoncelos (contrabaixo) e João Vianna (bateria).
Local: Rua das Laranjeiras, 307 - Anexo das Casas Casadas Center
(21) 2225-7332
Couvert R$ 15,00 ( lista amiga R$ 10,00)

Os Melhores Vídeos de Jazz: a super banda San Francisco Jazz Collective !!!

A primeira configuração do SF Jazz Collective


Seguindo com nossa série dos Melhores Vídeos de Jazz, trago-vos mais uma seleção fantástica: dessa vez com vídeos que mostram as facetas de uma das bandas mais espetaculares do jazz atual, o San Francisco Jazz Collective - chamado abreviadamente de SF Jazz Collective. O coletivo de 8 músicos e compositores nasceu em 2004, quando a James Irvine Foundation procurava formar uma banda - sendo um projeto sem fins lucrativos - que pudesse representar o evento anualmente: daí surgiu a idéia de recrutar oito grandes músicos de oito dos principais instrumentos do jazz, criando portanto, um octeto que pudesse levar do evento e representá-lo perante a crítica e público além do reduto de São Francisco - assim, a primeira configuraçõe do grupo teve a pianista Renee Rosnes, o trompetista Nicholas Payton, o vibrafonista Bobby Hutcherson, o saxtenorista Joshua Redman, o sax-alto Miguel Zenon, o trombonista Josh Roseman, o baterista Brian Blade e o contrabaixista Robert Hurst. O projeto deu tão certo que, o SF Jazz Collective passou a ser requisitado em outros festivais estadunidenses e europeus, dando início à uma banda que passou a ser uma legenda do jazz contemporâneo. Mas apesar do sucesso, é preciso salientar que o projeto-piloto do SF Jazz Collective se mantém como sendo sem fins lucrativos , ou seja, apenas como a banda residente do San Francisco Jazz Festival comissionada pela James Irivine Foudation - tanto que a maioria das gravações do grupo são editadas por uma etiqueta própria, a SFJAZZ Records, e as edições recebem tiragens limitadas apenas para divulgar o programa e repertório anual, onde uma das exigências é trabalhar, cada ano, com material de um compositor do jazz moderno em especial. No entanto, com o sucesso do grupo de figuras estelares, a gravavadora Nonesuch levou ao mercado duas gravações: o CD SF Jazz Collective, de 2005, e o segundo álbum SF Jazz Collective 2, de 2006.


Sobre o SF Jazz Collective, eu já falara aqui em post no Farofa Moderna, quando, na ocasião, deixei um link da NPR com uma edição do programa Jazz Set, apresentado pela cantora Dee Dee Bridgewater, onde o projeto do "coletivo" consistia em apresentar novos arranjos para as composições de Wayne Shorter (cliquem na tag SF Jazz Collective no final deste post para ouvir o programa). Em 2007, o coletivo escolhera trabalhar com as composições de Thelonious Monk: observem, por exemplo, que nesta seleção de vídeos, todos de 2007, há algumas versões dos standards de Monk como em Criss Cross e Brilliant Corners. Composto atualmente pela pianista Renee Rosnes, o trompetista Dave Douglas, o altoísta Miguel Zenon, o saxtenorista Joe Lovano, o trombonista Robin Eubanks, o vibrafonista Stefon Harris, o contrabaixista Matt Penman e o excelente baterista Eric Harland, o octeto é visto como um grupo igualitário onde cada músico participa como compositor ou arranjador, incrementando standards ou criando composições novas que predigam elementos contemporâneos como uma forma de direcionar o jazz para o futuro - ou seja, apesar de tratar-se de uma banda representante de um evento, com a sua consagração ante a crítica e público, a SF Jazz Collective tem mostrando uma grande preocupação de soar como um "coletivo de jazz contemporâneo", sem desprezar, contudo, o legado dos grandes mestres do passado: em 2004 eles trabalharam o repertório de Ornette Coleman, em 2005 fizeram arranjos em cima das composições de John Coltrane, em 2006 escolheram o repertório de Herbie Hancock, em 2007 trabalharam com temas de Thelonious Monk, em 2008 com temas de Wayne Shorter e, neste ano de 2009, o compositor escolhido foi McCoy Tyner. Dessa forma, o SF Jazz Collective vem mostrando seu pioneirismo em atualizar, com arranjos do jazz contemporâneo, composições dos principais compositores do jazz moderno pós anos 50. Além da especialização em arranjos e composições dos grandes mestres modernos, a interação perfeita e a performance enérgica da banda são seus diferenciais: destaques, nestes vídeos, para os improvisos em duetos do altoísta Miguel Zenon com Joe Lovano, para os solos transcendentais do vibrafonista Stefon Harris e para a eficiente atuação da "cozinha", com solos interessantíssimos do contrabaixista Matt Penman e do baterista Eric Harland, além do solo fanástico de Dave Douglas nos últimos vídeos. Para assistir aos vídeos basta clicar em #: o vídeo abrirá em janela pop-up e iniciará automaticamente.


San Francisco Jazz Collective - Criss Cross [2007] #1
Aqui os solos são distribuídos entre todos: Dave Douglas ao trompete em duo com Joe Lovano ao sax tenor, Miguel Zenon em duo com Andre Hayward, Stefon Harris ao vibrafone, Matt Penman ao contrabaixo em duo com Eric Harland na bateria


SF Jazz Collective - Union [2007] #1 & #2
Solos: Joe Lovano ao sax tenor em duo com Miguel Zenon ao sax alto, Renee Rosnes ao piano em duo com Stefon Harris, Eric Harland na bateria


SF Jazz Collective - Oska T. [2007] #1
Solos: Matt Penman no contrabaixo e Stefon Harris ao vibrafone


SF Jazz Collective - Brilliant Corners [2007] #1
Solos: Joe Lovano ao sax tenor e Renee Rosnes ao piano


SF Jazz Collective - San Francisco Holiday [2007] #1
Solos: Stefon Harris ao vibrafone e Andre Hayward ao trombone


SF Jazz Collective - Haast Pass [2007] #1 & #2
Solos: Dave Douglas ao trompete, Stefon Harris ao vibrafone e Miguel Zenon ao sax alto.


A "cover mania" no jazz contemporâneo!


Jason Moran plays Björk
Brad Mehldau plays Radiohead
James Carter plays Pavement
Brad Mehldau plays Soundgarden
















Aqui no Podcast MTV

Stefon Harris & Blackout: a coesão entre a "urban music" e o jazz contemporâneo!


play Stefon Harris & Blackout - Gone & The Afterthought

Funk, Acid Jazz, Hip Hop, Pop Music, Música Eletrônica (House, Drumn'bass, reminiscências e parafernálias afins), instrumentos de efeitos eletrônicos... por um momento tudo isso parecia sintético demais diante do suor, talento e criatividade que um músico de jazz tinha de se dispor para ser capaz de improvisar um emaranhado de frases na levada do swing ou do bebop: isso em instrumentos acústicos, claro. Pois bem, sejam bem vindos ao século 21! Acordem para os fatos e para as evoluções! Agora a boaventura e a criatividade de um músico são medidas através da sua capacidade de integrar, junto às dinâmicas acústicas, as várias possibilidades rítmicas e timbrísticas do Rock, Funk, Acid Jazz, Hip Hop, Pop Music, Música Eletrônica e afins. Sim, essa é a evolução do nosso tempo: assimilar e misturar tudo o que já foi inventado ou descoberto lá atrás, tentando mostrar o máximo de coesão composicional - e aí estão dois outros elementos musicais que denotam a criatividade do músico do século 21: nessas misturas de rítmos e sonoridades as vezes tão díspares, a busca pela excelência na escrita composicional e na elaboração dos arranjos são, de fato, os "objetos de desejo" da nova geração, um fato, aliás, que já pode ser comprovado desde o final do século passado com a geração de Wynton Marsalis - mestre do Neo-Bop - e Steve Coleman - idealizador do M-Base. Os trabalhos do vibrafonista Stefon Harris com sua banda, a Blackout, seguem nessa direção: de forma assustadoramente coesa e contemporânea, Harris mostra porque ele pode ser um dos expoentes do "novo jazz" norte-americano.


Urban Music é uma expressão que canais como a BBC ou a Billboard, por exemplo, cunhou para classificar gêneros músicais urbanos como o Rap, o Drum'n'bass, o Neo-Soul, o Raggae e etc... (inclusive, o saxofonista Courtney Pine ganhou o Urban Music Award em 2007, por suas misturas de jazz com esses gêneros urbanos). Urbanus, gravado pela Concord, é o novo album de Stefon Harris e o Blackout. E tá tudo lá: Harris e seus músicos mostram amarrações geniais entre os rítmos e atmosferas do jazz –- através de frases nervosas bem ao estilo Neo-Bop e Post-bop -- com os do Hip Hop e Funk, mostrando, aí, o uso bem elaborado de recursos e instrumentos eletrônicos -- com teclados, wah-wah, Fender Rhodes e vocoder -- casando-os com os sons orgânicos dos instrumentos acústicos. A ficha técnica é a seguinte: Stefon Harris no vibrafone, marimba e nos arranjos; Marc Cary no piano acústico, Fender Rhodes e teclados; Casey Benjamin no saxofone alto (com uso do vocoder contrastar o timbre do sax em alguns momentos); Ben Williams no contrabaixo acústico; Terreon Gully na bateria; Y.C. Laws na percussão (apenas na faixa 1); Anna Webber na flauta nas faixas 1, 6, 8, 10; Anne Drummond na flauta pícolo nas faixas 1, 6, 8, 10; Mark Vinci no 1º clarinete nas faixas 1, 6, 10 e clarinete-baixo nas faixas 8 e 3; Sam Ryder no 2º clarinet nas faixas 1, 6, 10; Jay Rattman no clarinete-baixo nas faixas 1, 6, 8, 10; e Rigdzin Collins no violino na faixa 8. Afora os sidemans convidados que aí estiveram, a Blackout, em sua configuração, é um quinteto constituído pelo vibrafonista Stefon Harris, o líder e arranjador da banda, o pianista Marc Cary, o saxofonista-alto Casey Benjamim, contrabaixista Ben Williams e o baterista Terreon Gully. Com esta banda, Stefon Harris já tinha lançado o fantástico Evolution quando ainda estava na Blue Note -- e parece que aquele estilo de jazz contemporâneo um tanto cerebral, composto pelo jovem vibrafonista, não casou com as propostas da gravadora legendária, o que justifica sua ida para a Concord.


Em Urbanus são 10 faixas no total: variadas entre standards menos tarimbados (como, por exemplo, Minor March, de Jack McLean, e a balada Christina, de Buster Williams), temas poucos usuais (como They Won't Go (When I Go), de Stevie Wonder) e as composições dos próprios membros do Blackout. O album já começa ditando o clima "urban music" com uma versão iconoclasta do tema "Gone", de George Gershwin, iniciada com um groove funkeado e riffs bem característicos do hip hop - outras faixas do álbum como Tanktified, composição do baterista Terreon Gully, iniciam com este mesmo tratamento para, logo depois, ter um desenvolvimento improvisativo mais "elástico" bem ao estilo do post-bop. A balada Christina, composição de "Buster" Williams, inicia de aspecto bem lírico com Casey Benjamim no vocoder, enquanto o vibrafone de Stefon e os teclados de Marc Cary temperam com o clima harmônico ao fundo. A faixa Shake It for Me é funk ligeiro: um palco para os beats precisos de Terreon Gully, as eficientes respostas e acompanhamentos do contrabaixista Ben Williams, bem como os fantásticos solos de Stefon Harris e do saxofonista Casey Benjamim. Em outras faixas como Minor March, composição de Jack McLean, e The Afterthought, composição do pianista Marc Carey, imperam mais o aspecto do Neo-bop. Já a faixa "Blues for Denial, composição de Stefon Harris com apenas 2 minutos de duração, parece ter um aspecto meio retrô bem ao estilo daquele swingão do hard bop. A balada They Won't Go (When I Go), canção de Stevie Wonder, também é expressada com vocoder, num clima mais soulful e com uma tênua levada funky. E assim segue o album: numa transição jazzy-soul-funky, intercalando rítmos e climas do Neo-bop e Post-bop com rítmos e climas do Funk e Hip Hop, e intercalando baladas com temas de improvisos intricados. Comparando com o bem elaborado Evolution, album anterior, o Urbanus parece ter sido gravado para concretizar essa nova identidade de Stefon Harris com sua banda Blackout, o que não significa que este seja mais palatável - é apenas a idéia desse novo jazz já sintetizada. Por fim, o disco termina com a balada Langston's Lullaby, essa meio smoothy e, ainda assim, agradável. Assista o vídeo do interview com Stefon Harris sobre seu novo trabalho e, se puder, compre o disco!


Os Maiores Combos do Jazz: Art Blakey's Jazz Messengers

Art Blakey, Benny Golson, Bobby Timmons, Lee Morgan e Jymie Merritt Há 90 anos atrás - em 11 de Outubro de 1919 - nascia, em Pittsburgh, um dos maiores bateristas de jazz de todos os tempos: Art Blakey. Um dos jovens pioneiros do bebop, Blakey também foi um dos árticifes da estética do hard bop: que foi nada mais do que um bebop que ficou mais flexível e elástico com a ênfase em muitos elementos harmônicos, rítmicos e melódicos do blues, gospel e soul music - e esses elementos, então, enriqueceu sobremaneira a harmonia do jazz e, ritmicamente falando, até resgatou e renovou a noção de swing perdida com aquela rítmica agitada do bebop parkeriano. Junto à Horace Silver, considerado por muitos o "idealizador" do hard bop, Art Blakey fundou o Jazz Messengers, que depois, com a decisão de Silver traçar sua carreira solo com sua própria banda, passou a chamar Art Blakey's Jazz Messengers. Por mais de 30 anos, a partir de meados dos anos 1950 até sua morte em 1990, Blakey liderou o Jazz Messengers, e revelou com ela uma multidão de músicos: a banda acabou se tornando uma espécie de pós-graduação e de trampolim para alguns dos maiores músicos de todos os tempos: de Lee Morgan e Wayne Shorter, nos anos 50, até Wynton Marsalis e Bobby Watson, nos anos 80, e ainda mais alguns além deles.

[Play] Horace Silver - piano; Hank Mobley - tenor saxophone; Kenny Dorham - trumpet; Doug Watkins - double bass; Art Blakey - drums[Play] Art Blakey - drums; Benny Golson - tenor saxophone; Lee Morgan - trumpet; Bobby Timmons - piano; Jymie Merritt - bass[Play] Art Blakey - drums; Freddie Hubbard - trumpet; Cedar Walton - piano; Curtis Fuller - trombone; Reggie Workman - bass [Play] Art Blakey- drums; Wynton Marsalis - trumpet; James Williams - piano; Bob Watson - alto sax; Bill Pierce - tenor sax; Charles Fambrough - bass[Play] Art blakey - drums; Terence Blanchard - trumpet; Donald Harrison - saxophone; Mulgrew Miller - piano; Lonnie Plaxico - bassNa data de aniversário do nascimento de Art Blakey, Nick Morrison, editor responsável pela série Take Five: A Weekly Jazz Sampler na NPR - série onde seleciona-se 5 discos baseados em uma temática específica e disponibiliza os respectivos áudios e resenhas - apresentou uma seleção de cinco discos da carreira fenomenal de Art Blakey, dando ênfase nas melhores configurações da banda e mostrando momentos e composições exatas onde o jazz de Blakey, mesmo que ambientado no velho hard bop, se renova e se mantem vivo, até ter chegar na década de 80 com grande expressão. Mesmo sendo apenas cinco músicas, vocês ouvirão nestes discos uma pequena multidão que passou pelo conjunto de Blakey: Horace Silver, Kenny Dorham, Hank Mobley, Doug Watkins, Benny Golson, Lee Morgan, Bobby Timmons, Jymie Merritt, Wayne Shorter , Freddie Hubbard, Cedar Walton, Curtis Fuller, Reggie Workman, Wynton Marsalis, Bobby Watson, Billy Pierce, James Williams, Charles Fambrough, Terence Blanchard, Donald Harrison, Mulgrew Miller, Lonnie Plaxico...É brincadeira?!!! E ainda teve mais?!!! Sim, sem Art Blakey provavemente muitos músicos dos anos 50 não teriam iniciado a carreira de forma brilhante e não existiria a geração dos Young Lions, da qual alguns músicos tiveram sua experiência inicial no Art Blakey Jazz Messengers. Tá certo que Wynton Marsalis descobriu muitos músicos depois , sendo responsável por um verdadeiro "renascimento do jazz" nos anos 80 e 90, mas sem Art Blakey, o maior mentor de jovens músicos de todos os tempos, talvez nem Wynton, nem Terence Blanchard...nem nenhum desses musicos dos anos 80 teriam começado a carreira com o pé direito! Para ouvir as faixas basta clicar em cima de cada disco, onde aparecerão as recpectivas fichas técnicas! Não precisa fechar cada janela para ouvir a próxima: clique nas imagens dos discos que as faixas iniciam automaticamente. Ouçam!


Paul Bley: atonalismo melódico? free jazz intimista?...

download this record on seventeen green buicksEste tu vai ter que comprar!


















Da mesma forma que o ouvinte mainstream estigmatiza as gravações de free jazz com denominações como "barulho inaudível", o ouvinte vanguardista se equivoca ao afirmar, generalizadamente, que o modern mainstream é apenas um recapeamento da tradição. Para alguns jazzistas bitolados em vanguardas, a música só é relevante enquanto arte se o improviso imperar sobre a composição, apresentando experimentalismos parafernálicos, sinuosidades, atonalidades e intrincâncias, ou seja, se for inaudível para ouvidos menos acostumados com o atonalismo e as arritmias da livre improvisação: o que parece tratar-se de uma preposição individualista que só fundamenta a vontade do tal apreciador de se sentir com intelecto diferenciado - ou de se sentir especial de alguma forma - perante ao ouvinte mainstream. Felizmente, há mentes mais abertas, que sabem que mesmo a música simples, quando bem elaborada, pode representar arte de alto nível, e que sabem que o mainstream, na maioria das vezes, é muito mais complicado e exige do artista muitos detalhes e técnicas que não são exigidos nas artes de livre improvisação ou composição espontânea: elaborar progressões harmônicas inusitadas, escrever arranjos para instrumentos com tessituras diferentes, criar efeitos e nuances e ainda fazer com que os membros de uma banda assimilem as idéias e soem integrados, por exemplo, é um processo artístico um tanto quanto trabalhoso - contando aí a necessidade que o artista tem de se renovar e apresentar novas facetas de tempos em tempos. No entanto, Paul Bley, pianista pioneiro do free jazz, foi e é assim: ele consegue agradar gregos e troianos, justamente por deixar aparente que seus trabalhos, com base no free jazz e na música contemporânea, casa a espontaneidade com inteligentes idéias e arranjos. Se você não curte Free Jazz porque acha que o revolucionário Cecil Taylor, por exemplo, soa por demais abstrato, barulhento e percussivo ao extremo, certamente essa desculpa não funcionará com Paul Bley, um dos primeiros responsáveis por configurar, ao piano, as idéias criadas por Ornette Coleman em 1959. Aliás, se Cecil Taylor – que inicia o free jazz de forma bem situada e coerente na mesma época de Ornette – embriagou-se cada vez mais em sua própria sede de abstração depois da sua primeira fase nos anos 50 e 60, Paul Bley, lúcido, enriqueceu cada vez mais seu estilo improvisativo, nunca deixando de pensar na importância do ritmo, das nuances, das dinâmicas e da harmonia. A concepção de cores na improvisação de Paul Bley, embora liberta de padrões harmônicos e rítmicos, se mostrou singular no universo do jazz sessentista, assim como foram as cores harmônicas e melódicas emitidas por outros pianistas singulares como Thelonious Monk, Andrew Hill, Bill Evans e pelo próprio Cecil Taylor em seus discos iniciais. Ou seja, Paul Bley é um dos únicos pianistas do free jazz com a capacidade de mostrar que a abstração, essência da vanguarda ultra expressionista vigente a partir dos anos 50, não é um empecilho para que as cores harmônicas e melódicas atuem umas sobre as outras dentro de uma composição ou livre improvisação. Uma música pode ser free e atonal e, ainda assim, soar agradavelmente melódica: é o que prova muitas obras de Paul Bley.


download this record on megauploadNascido em Montreal, Canadá, Paul Bley iniciou sua carreira de forma muito precoce: começou aprendendo piano aos sete anos de idade, aos 11 já era um pianista graduado pelo McGill Conservatory, aos 17 já era conhecido na cena de Montreal, chegando a substituir ninguem menos que Oscar Peterson nos recitais do Alberta Lounge (lembrando que nessa época, 1949, Peterson já estava se projetando internacionalmente, sendo essa a causa do seu afastamento). Foi nessa época, inclusive, que Paul Bley fundou o Montreal Jazz Workshop, programa que trouxe Charlie Parker, Sonny Rollins, Brew Moore e Alan Eager para a cidade - e ele, o jovem Bley, claro, era o pianista que se aprensentava com todos esses músicos brilhantes que iam à esse Workshop. Mas o cenário do Canadá se mostraria muito pequeno diante da grandeza artística e das ambições de Bley. Em 1950, ele se mudou para Nova York, onde estudou na Julliard School of Music de 1950 à 1954. Já famoso por ter tocando com Charlie PArker e outros músicos importantes no cenário de Montreal, Bley iniciou sua carreira em Nova Iorque com o pé direito, tendo uma banda com músicos igualmente promissores da época: Jackie MacLean, Donald Byrd, Arthur Taylor e Doug Watkins. Neste período, ele também viajou com Lester Young, Ben Webster, Roy Eldridge e Bill Harris. Uma curiosidade, talvez por conta do seu inquientante espírito inovador, eram as suas frenquentes visitas às famosas sessões de sábado à noite no estúdio de Lenny Tristano, onde ele observava aquele pianista que fora considerado um "louco vanguardista" pela maioria dos músicos desde o final dos anos 40, os quais consideravam suas idéias - sobre usar a atonalidade e tornar o jazz mais espontâneo - bem desconexas das propostas vigentes no jazz daquela época. Em 1952 Bley já atuava como presidente da Associated Jazz Societies de New York, o que levou Charlie Mingus à conhecê-lo e contratá-lo para ser o pianista da sua banda em alguns momentos dos anos 50: inclusive seu disco de estréia, Introducing Paul Bley (1953), foi com um trio constituído por Art Blakey e Mingus, disco lançado pelo próprio selo do contrabaixista, o Debut Records.

Paul Bley & Gary Peacock Em 1957, Paul Bley foi para a Califórnia, onde existia uma cena muito forte com uma tropa de músicos progressistas: Ornette Coleman, Don Cherry, Charlie Haden, Billy Higgins, Bobby Hutchinson, Scotty LaFaro, Lawrence Marable, Dave Pike, dentre outros. Em 1959, já influenciado pelas idéias ornettianas, Paul Bley voltou para Nova York, onde passou a tocar com Roland Kirk, Oliver Nelson, e com Jimmy Giuffre, no Five Spot Café. Com Giuffre ele formou uma das bandas mais peculiares da época e da história do jazz: o Jimmy Giuffre 3, que incluía, também, o contrabaixista Steve Swallow, que levaria Bley para a Europa pela primeira vez em 1961 e se tornaria um grande amigos e parceiro de gravações. Nos anos seguintes, Paul Bley levaria avante a idéia de gravar seus primeiros discos antenados com a nova estética pregada por Ornette Coleman, o tal do "The New Thing" ou o Free Jazz - ou ainda avant-garde jazz, como também era chamado. É apartir daí que ele se torna o principal pianista do free jazz ao lado de Cecil Taylor que, mesmo antes de Ornette, já vinha sendo o pioneiro de um certo "jeito livre de tocar jazz", isso desde final de 1956 e início de 1957, com o lançamento do seu Jazz Advanced - e aí chegamos a um ponto que precisa ser esclarecido: se é fato que Cecil Taylor já apresentara uma certa liberdade improvisativa em 1956 com seu piano arrítmico e atonal, foi Ornette Coleman, porém, quem concretizou essa idéia no âmbito interacional de uma banda: primeiro com seu quarteto sem piano e, depois, na gravação por título "Free Jazz", com um double quartet, ou seja, o seu quarteto habitual improvisando junto com outro quarteto liderado por ninguem menos que Eric Dolphy, isso em 1960. E Paul Bley era o único pianista que vinha acompanhando de perto o processo de idéias de Ornette Coleman desde 1957.

Paul Bley, Gary Peacock, Paul Motian Talvez não com a intensidade que os críticos e jornalistas do jazz analisam hoje, mas foi fato que, desde o começo do free jazz, no início dos anos 60, havia certa "rivalidade indireta" entre Paul Bley e Cecil Taylor na preferência dos críticos e músicos da época: rivalidade essa que Cecil Taylor ganhava por conta da sua personalidade musical sempre muito poderosa e, claro, por realmente ele ter consagrado seu estilo "free" bem antes de Bley - estilos esses totalmente opostos. Nas últimas décadas, passados os rompantes vanguardistas, muitos críticos e músicos estão tentanto resgatar certos aspectos inovadores daquela época, inclusive tentando dar créditos à músicos que não foram devidamentes reconhecidos por suas contribuições. E é por conta dessas análises, que surgiram comparações de estilos e idéias entre Paul Bley e Cecil Taylor. O crítico e jornalista Francis Davis escrevou uma matéria muito interessante a respeito do legado de Paul Bley na seção de artes do jornal americano New York Times (págs. 29 e 30), Domingo, em 13 de Fevereiro de 2000, a qual se intitulava "Na Primeira Vanguarda do Jazz". Francis Davis salientou que "nos anos 60, em álbuns como "Footloose", com o contrabaixista Steve Swallow e o baterista Pete La Roca, Bley limou uma certa emocionalidade excessiva do jazz avant-garde da década, para melhor a enquadrar no contexto mais intimista do trio para piano. Esse foi um importante contributo para o jazz, inicialmente ignorado pela atitude de muitos contemporâneos de Paul Bley..." Nesta matéria, também há um depoimento muito interessante do crítico e escritor Stanley Crouch dizendo que “Cecil Taylor é um fantástico virtuoso que encontrou a sua própria maneira de tocar, mas Paul Bley é para Ornette Coleman o que Bud Powell foi para Charlie Parker", afirma o influente crítico, exprimindo aquilo que já se está se tornando um sentimento comum em prol de Bley: "Foi ele quem compreendeu o que Ornette estava a fazer e que trouxe esse tipo de mobilidade tonal e de liberdade melódica para o piano". Esse depoimento de Stanley Crouch soou um tanto "suspeito" na época, pois apesar dele ter sido um músico - baterista - antenado com o cenário vanguardista do Loft Jazz dos anos 70 (inclusive participando de gravações ao estilo do free jazz setentista com David Murray), agora, na época dessa matéria, Crouch havia se voltado totalmente para a tradição do jazz, sendo conselheiro para o grandioso programa Jazz at Lincoln Center, criado e dirigido desde meados dos anos 80 pelo jovem Wynton Marsalis que, afinal, liderava uma geração de jovens instrumentistas que buscavam resgatar os valores culturais e tradicionais do jazz, perdidos após uma era de experimentalismos trazidos à tona com o jazz fusion e o free jazz setentista. Ora, todos sabiam que Marsalis vetara, já desde o início, a participação de vanguardistas como Cecil Taylor e Anthony Braxton no Jazz at Lincoln Center, justamente por considerar que a música desses já havia se distanciado do jazz a muito tempo. No entanto, Marsalis já se mostrara flexível, abrindo as portas do seu suntuoso "castelo" para vanguardistas que, segundo ele, se mantiveram dentro de uma certa coerência jazzística: justamente Ornette Coleman e o próprio Paul Bley. Aliás, Francis Davis foi bem oportuno quando resolveu escrever essa matéria e ainda mais ousado quando pegou esse depoimento de Stanley Crouch: como se quisesse obter - e, afinal, ele queria obter - explicações do porquê Wynton Marsalis promovia Ornette Coleman e Paul Bley no Lincoln Center e não considerava a música improvisada de Cecil Taylor e de anthony Braxton. Numa época onde o jazz se reascendia ao mesmo tempo em que os espaços e clubs para se apresentar já não eram tantos, as decisões e declarações de Wynton Marsalis acerca da originalidade do jazz e enquanto diretor do Lincoln Center gerou algumas polêmicas que, por sinal, acabaram influenciando Davis e outros críticos a escrever inflamadas resenhas pró e contra as idéias conservadoras do jovem trompetista.

download this record on mediafiredownload this: Paul Bley, Marshall Allen, Dewey Johnson, Eddie Gomez, Milford Graves

















play Paul Bley Trio: 1 - Bley/ Peacock/ Motian; 2 - Bley/ La Rocca/ Swallow

Mas, as contribuições de Paul Bley não param por aí; e há outras curiosidades que ocorreram antes dele firmar-se com seu trio e depois de ter feito suas inovadoras gravações de free jazz com quarteto e quinteto que tinham a colaboração de gente como Pete LaRoca, Eddie Gomes, Barry Altschul, John Gilmore, Marshal Allen, Milford Graves, Steve Swallow, dentre muitos outros. Em 1963, por exemplo, Bley e Herbie Hancock foram convidados para tocar com as bandas de Miles Davis e Sonny Rollins, numa noite de segunda-feira, onde os dois se apresetariam no Birdland. A ambos foram oferecidos empregos como pianistas residentes em qualquer das duas bandas. Hancock simpatizou-se com Miles e Miles com ele. Bley escolheu se juntar ao quarteto de Rollins, com o qual gravaria e viajaria em turnê para o Japão.

Annete PeacockCarla Bley & Steve SwallowDepois, Bley montou seu próprio trio - primeiramente com o contrabaixista Gary Peacock e o baterista Paul Motian, depois com o contrabaixista Steve Swallow e o baterista Barry Altschull -, banda que se tornaria um modelo pelo qual outros trios seriam influenciados, além de ter sido um carro-chefe para as inusitadas e estranhas composições da esposa, Carla Bley, e de Annete Peacock, esposa de Gary Peacock - vide, por exemplo, o disco Paul Bley With Gary Peacock, gravado pela ECM em 1963 -, lembrando que Paul Bley se casaria com Annete Peacock e Carla Bley se casaria com Steve Swalow (fato que, pelo que se sabe, nunca gerou grandes desavenças entre Paul Bley e Steve Swallow ou Paul Bley e Gary Peacock - aliás, Bley e Peacock gravariam outros discos depois do acontecido: como o disco Not Two, Not One, de 1999, gravado pela ECM). Outra curiosidade é que Paul Bley, inquieto, começou a experimentar o uso de sintetizadores no final dos anos 60, sendo um dos pioneiros do uso de efeitos eletrônicos no jazz. Assim, com seu espírito que era intimista, introspectivo e ao mesmo tempo libertário, Bley era sempre sondado pelo produtor Manfred Eicher, que via no pianista uma personalidade musical que casava muito bem com a nova proposta de som que a ECM vinha estabelecendo: experimental, mas mininalista,intimista, ambient e introspectivo. Francis DAvis, em seu artigo para o New York Times, salienta: "Ao gravar o álbum a solo "Open to Love" para a etiqueta alemã ECM em 1972, num esforço para reproduzir os sons longos do sintetizador, Bley pediu que o microfone fosse colocado mais perto e que fosse dada atenção especial ao timbre na gravação do piano - técnicas de gravação que se tornaram a marca da ECM, embora tenham sido mais associadas a Keith Jarrett do que a Bley". Ademais, Paul Bley foi um dos pioneiros das gravações com piano-solo ao lado de Keith Jarrett e o "underrated" Ran Blake - vide, por exemplo, o prório disco Open, to Love (ECM), lançado um anos antes que o disco Facing You de Keith Jarrett. Aliás, a despeito da ampla atenção que já recebe Jarrett por suas gravações ao piano-solo, essa é outra faceta de Bley que merecia ser mais observada, mas parece que nem todos os críticos de jazz têm a perícia de Francis Davis, premiado crítico e jornalista, residente do The Village Voice e colaborador de grandes jornais e revistas como The New York Times e Atlantic Monthly. Acima deixo para os leitores audios e links para download de alguns dos discos citados: para baixá-los basta apenas clicar nas imagens. Baixe! Ouça!


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